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Música do Inquérito cai em vestibular da Universidade Federal de Juiz de Fora

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Letra de “Eu Só Peço a Deus” apareceu em questão da prova de literatura ao lado de Carlos Drummond de Andrade e Castro Alves

Depois de ter uma poesia no vestibular do Colégio Técnico da Unicamp (Cotuca), a música ‘Eu Só Peço a Deus’, do Inquérito caiu no vestibular na Universidade Federal de Juiz de Fora (MG), na prova de literatura, ao lado de poesias como Morte do Leiteiro, de Carlos Drummond de Andrade e Navio Negreiro, de Castro Alves.

Na prova, a questão envolveu duas questões. A primeira delas acerca da expressão “photoshop social” e a segunda sobre a miscigenação que ocorre no Brasil, ambas citadas na poesia/música. Para Renan Inquérito, autor do texto, é gratificante saber que, mais uma vez, o trabalho dele está sendo usado na educação.

“Além de poeta e rapper, eu sou também professor. Receber notícias como estas me fazem acreditar que estamos no caminho certo. Sem falar que ter minha obra citada ao lado de mestres como Castro Alves e Carlos Drummond de Andrade é incrível”, comentou.

“Só vou desistir, abordar minha missão, quando a educação aqui virar ostentação”

Para apresentar a poesia às crianças, adolescentes e jovens e estimulá-las ao interesse literário, Renan Inquérito se vale da experiência como professor e MC para tocar o Poesia nas Escolas. Em um ano o Poesia nas Escolas passou por mais de 40 estabelecimentos de ensino e atingiu pelo menos 10 mil pessoas com edições e apresentações de saraus, provando que “Rap é Educação”.

As poesias sobre questões sociais, racismo, amizade, entre outras, ditas por Renan Inquérito, mescladas com alguns sucessos do Inquérito declamados e poesias curtas, de diferentes autores, abrem espaço para a participação do público. Com o microfone aberto, o Poesia nas Escolas oferece espaço para que todos possam interagir, declamar suas poesias, contar suas histórias, ler seus poemas. A participação do público é estimulada e quem assiste passa do lugar de espectador para protagonista dos encontros.

Em parceria com o Sesc Campinas, durante 2015, o sarau percorreu 32 escolas na região com o projeto Encantar, fazendo com que as crianças tivessem o primeiro contato com a poesia. A mudança pode ser notada, facilmente, pelos educadores, como é o caso da professora de português Isaura, de uma instituição que recebeu o Poesia na Escola duas vezes. “Foi uma experiência que implementou novas coisas na aula de língua portuguesa. As crianças saíram da atividade fazendo poesia, música e começaram a enxergar tudo diferente. Até as placas de trânsito viraram poesias para elas, então foi muito importante”, comentou.

veja a letra da música na íntegra

[Sampler]

“Eu só peço a Deus… ”

[Verso 1]
Deixa eu te falar, vim te confessar
Acho que eu também sou poeta e não aprendi a amar
Cruzes que eu já carreguei, cada um com a sua é a lei
Ontem mesmo eu perguntei: “Por que que eu nunca parei? Ein? ”
Quer saber o que me move? Quer saber o que me prende?
São correntes sanguíneas, não contas correntes
Não conta com a gente pra assinar seu jornal
Vocês descobriram o Brasil, né? Conta outra Cabral
É um país cordial, carnaval, tudo igual
Preconceito racial mais profundo que o Pré-Sal
Tira os pobre do centro, faz um cartão postal
É o governo trampando, Photoshop social
Bandeirantes, Anhanguera, Raposo, Castelo
São heróis ou algoz? Vai ver o que eles fizeram
Botar o nome desses cara nas estrada é cruel
É o mesmo que Rodovia Hitler em Israel

[Sampler]

[Verso 2]
Também quero a revolução, mas não sou imbecil
Quem não sabe usar um lápis, não vai saber usar um fuzil
Por isso os mic, as Mk e os spray pra mostrar
Quem vai tá preparado pra segurar as Ak
Mas vem cá, ó na rua é salve geral e os moleque, sobe os Pm
E o rap tenta ser legal, se esvazia e sobe os Bpm
E quanto mais as velocidade
Vê-ve-velocidade das batida aumenta
Maior viagem, mas as mensagens
São entendidas em câmera lenta
Nosso esporte predileto ainda é lotar os bares
Esvaziar os lares, mano, nós somos milhares
Miseráveis na arquibancada se matando
E os 22 milionários se divertindo em campo (Haha…)
Violência vicia soldado e eu sei bem (Bem!)
A guerra não é santa nem aqui e nem em Jerusalém
É o Brasil da mistura, miscigenação
Quem não tem sangue de preto na veia deve ter na mão

[Sampler]

[Outro]
Eu só peço a Deus!

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